História do Museu das Bonecas

O Museu de Bonecas foi imaginado há quase quarenta anos, porém idealizado há cinco. Os brinquedos, que fazem parte do acervo, pertencem ao Museu das Bonecas, que surgiu com Terezinha de Lima Barros, colecionadora de brinquedos desde o final da década de 60. Para a realização deste trabalho, foram realizadas sete entrevistas, entre os meses de fevereiro a Junho, com a proprietária para verificarmos como foi criado e para determinar qual a relação do ato comunicacional da instituição com o publico. Começou sua coleção ainda adolescente e, o interesse, com o passar do tempo foi crescendo cada vez mais. Funcionária aposentada da Secretaria de Fazenda, afirma que já chegou a realizar uma média de seis viagens por ano, a São Paulo para comprar bonecas. As peças são compradas em feiras de antiguidades, assim como vários catálogos sobre a origem e períodos de fabricação de diversas bonecas.

“Nos últimos 30 anos, me dediquei a colecionar bonecas e brinquedos antigos raros e modernos. Juntei uma considerável coleção de bonecas, casinhas, bonecas de louça, mobiliário, carrinhos, gravuras, etc. A coleção cresceu e atingiu a marca de 2000 bonecas, por isso resolvi fundar o museu das bonecas (1999), mas o mesmo não pode funcionar devido a situação financeira. Fui fazendo e montando devagar, de acordo com as minhas possibilidades, e só agora ele está tomando um pulso para o funcionamento.” (Terezinha Barros)

A iniciativa da criação desse Museu é de finalidade cultural, além de resgatar a memória através do lúdico, permite o desenvolvimento intelectual do ser humano. A idéia é fazer um espaço voltado para o passado, pois os brinquedos trazem nossas lembranças de infância, servindo como objeto de estudo e informação.

O interesse é tanto que já registrou o espaço como Museu das Bonecas, o primeiro e único do País. Na coleção bonecas, casinhas, mobiliários, carrinhos, gravuras, revistas, ursos, entre outros. São bonecas feitas de argila, madeira, celulóide, plástico e porcelana.

Os principais fatores que influenciaram na criação do Museu são: A noção de infância como fenômeno social, diferenciado do mundo adulto; A criação de um espaço destinados às crianças e adultos; Ocupação do tempo infantil, usando a imaginação para obter um prazer com a visita ao museu, entre outros.

Para os adultos, o museu é um passeio nostálgico, já, para as crianças, poderão conhecer os brinquedos que marcaram a infância de seus pais e avôs. Para Terezinha Barros, criadora e idealizadora do Museu das Bonecas, todas as bonecas têm o seu valor, seja pelo valor econômico, sentimental, seja pela representatividade de uma cultura ou tradição. As bonecas retratam a sociedade através de cada época, observando-se suas tendências quanto aos traços físicos da região que a fabricou.

O museu já atingiu a marca de 3.000 mil bonecas. Entre elas, bonecas e brinquedos antigos e modernos, como também mobília, carros, ursos, ônibus, miniaturas, gravuras, fotos, ilustrações, cartões postais, entre outros. A representação da imagem de uma pessoa, através do desenho, da pintura ou da gravura, tornou-se uma importante maneira de imortalizar os costumes de cada época e nela incluem-se as crianças e suas bonecas.

“A boneca como representação da figura humana, também acaba por retratar a própria sociedade através de cada época, observando-se as suas tendências quanto a moda, os traços físicos da região que a fabricou, etc. As bonecas possuem um mundo de objetos feitos exclusivamente para elas: móveis e acessórios feitos em miniatura e próprios para brincar, decorar, acessórios de moda, sapatos, vestidos, carros, casa e outros.” (Terezinha Barros)

No espaço, bonecas Barbie das décadas de 60 e 70. Esta boneca foi lançada em 1959. E ainda a marca Armand Marseille, que foi o maior produtor de bonecas Biscuit, e um dos nomes mais importantes entre os fabricantes. A boneca apresenta características de expressões com cabelos naturais, com a boca entreaberta e com os dentes em porcelana. Lá também pode se encontrar a boneca Dressel e a boneca de Terracota, criada em 1940. O espaço ainda conta com uma pequena biblioteca com toda a história das bonecas desde a sua criação até os dias de hoje, e também livros infantis e gibis. No anexo da casa funciona uma mini-loja onde a colecionadora vende bonecas e outros tipos de brinquedos.

Entre as celebridades: a Miss universo da década de 60, Ieda Maria Vargas e a musa infantil: Shirley Temple, que apareceu nos Estados Unidos em 1934 em conseqüência da popularidade da pequena atriz. Esta boneca teve tanto sucesso que continuou a ser fabricada até a década de 70. A Alemanha foi o país que mais se dedicou na produção de bonecas de biscuit. Iniciou-se no século XIX, prolongando-se até as primeiras décadas do Século XX.

Atualmente, a estratégia adotada pelo Museu das Bonecas é atingir a comunidade escolar e universitária, através de atividades culturais de diversas formas e conhecimentos por meios de visitas. Atingir a Educação e a Cultura, através da exibição dos costumes, crenças, danças, artesanato, culinária, desempenhando um importante papel na consolidação dos laços culturais da capital e do Estado de Mato Grosso. E também o turismo, podendo realizar excursões planejadas por Agências de viagens.